O que significa ter 33 anos de idade?
Será que significa sequer alguma coisa em especial?
Para muitos (provavelmente os mais crentes) esta é uma idade especial, afinal foi a idade em que JC morreu. Mas que raio, somos não sei quantos biliões no planeta, e a grande maioria atinge e ultrapassa até esse patamar, porque não hei-de eu também passar por ele incólume?
Mas atingir este patamar significa também fazer um pequeno balanço do que foi o 32º ano da minha vida.
Sem dúvida que este ano fica marcado pela presença do meu primeiro rebento e tudo o que está associado à vinda ao mundo de uma criança, sobretudo quando se trata da primeira. Tendo passado pelos primeiros 3 meses com enormes défices de sono, comecei depois a observar o espantoso processo de ver aquele bebé aos poucos a ganhar vida, os primeiros sorrisos, as primeiras interacções, os primeiros sons, o primeiro gatinhar, e por aí fora. É espantoso, verdadeiramente fantástico, um autêntico “milagre” que acontece todos os dias, e ao qual nós às vezes não damos a devida atenção.
Em termos profissionais este ano fica também marcado pela ascensão a uma posição de chefia, em resultado da abertura de uma vaga, que ficou liberta após a saída da empresa da anterior chefia. Embora esta propsta me tenha sido explicada em virtude das minhas qualidades e competência demonstrada, não posso deixar de pensar que a situação difícil da empresa, e como tal a incapacidade de atrair pessoas (para não dizer mesmo a impossibilidade de ir à procura delas…) também tenham tido uma influência importante na decisão.
Parece-me portanto que tenho bons motivos para pensar que o meu 32º ano de vida foi mesmo um ano muito positivo, e que dificilmente poderia ter pedido mais.
Daqui a um ano aqui estarei novamente a fazer um balanço, com esperança de que possa ser pelo menos tão bom quanto foi este, sobretudo nas coisas que são verdadeiramente importantes.