Archive for Maio, 2006

Irmãos Grim

Os piores contos dos Irmãos Grim
Luis Sepúlveda e Mario Delgado Aparin

Foi um martírio chegar ao final deste livro…

Acho que com esta frase posso resumir os meus sentimentos relativamente a este título. Não é o meu género, pronto!

Bom, ainda me ri um pouco com as referências ao universo hollywoodesco: Juan de Dios Wayne Viúvo de Silver, Esteban Macuin…mas pouco mais.

Próximo!

Dead Zone

The Dead Zone (em português, “Zona de Perigo”)

Já foi dito algures neste blog que aprecio os livros do Stephen King. Tenho uma boa colecção de títulos dele, e muitas horas passadas a ler esses livros.

Ultimamente comecei a reparar na quantidade de títulos que têm sido adaptados ao cinema, para além dos mais conhecidos (Carrie, The Shining, The Green Mile, Dreamcatcher). É o caso deste Dead Zone, que vi no Media Markt por 5,90€. Curiosamente, este é um dos títulos da colecção King que ainda não tinha lido.

Dead Zone é um filme do David Cronenberg, de 1983, com Christopher Walken, e um papel que embora seja central para a acção, não deixa de ser um papel secundário para Martin Sheen. Conta-nos a história de um professor que, ao sofrer um acidente de automóvel que o atira para um coma de 5 anos, passa a ter percepções extra-sensoriais: ao tocar nas pessoas consegue aperceber-se de eventos dramáticos que estão para ocorrer com essas pessoas.

Esta é uma história típica de Stephen King, com todos os ingredientes: à história “fantástica” junta-se a humanidade dos personangens, com os seus vários problemas e dramas pessoais. No caso concreto, o amor quebrado pelo coma de 5 anos, e a depressão que isso provoca no protagonista.

O final é dramático, como seria de esperar. Mas é o culminar ideal para esta história. Um filme que gostei bastante e que aconselho a quem gosta do género.

Tropeção no queijo

Ora quem me manda a mim experimentar marcas novas?

Tudo parece normal, excepto um ou dois pequenos pormenores. Ora vejamos com mais atenção a banda lateral do pacote:

Portanto, além de a constituição ser algo de difícil compreensão - o que será o extracto seco? como é que a percentagem de matérias gordas no extracto seco é de 45 quando no produto acabado é de 23? quer dizer que a embalagem é mais “gorda” que o próprio produto? (bolas, ainda bem que não sou apreciador de embalagens de cartão!!!) - mas pronto, isto lá há-de fazer sentido a algum burocrata algures lá para Bruxelas. Mas há algo que é mesmo inatingível…ora vejam a frase “Para consumir de preferência antes de:”

Ohlor no lado?!?!?!? Ok, que o “l” e o “h” estão trocados, tudo bem, mas ainda assim, “Olhor no lado”?!?!?!?

E que tal o “Frabricado em Bretanha”?!?!?!?! Pronto, o Frabricado pode ser atribuido a um typo, mas a Bretanha?

Ora aí está mais uma evidência de como um pouco mais de cuidado nas traduções, e um revisor competente, poderia evitar este tipo de erros. Resta-nos esperar que os senhores sejam um pouco mais cuidadosos com o processo de fabrico (ou frabrico :) )do que com a apresentação do seu produto. Se bem que, vindo dos franceses…

Generosidade

O aviso no hotel em Cantão…

Landmark Buffet Dinner:
Adult:95Y/Pax
Child: 78Y/Pax

Inclusive of a Double Boiled Mini “Buddhist” Surprise.

A piece of free cake is offered to the guest who consumes buffet dinner on his birthday.

A free buffet is offered to the child with the height below 2 metre and is dining with two adults.

Other privileges & discounts are not accepted.

A generosidade destes senhores não tem fim! Começam por nos dizer que nos oferecem uma surpresa duplamente fervida mini-budista (?!!!), e ainda nos oferecem a refeição no dia de aniversário.

Mas a cereja no topo do bolo é a oferta da refeição à criança que tenha menos de 2 metros de altura e esteja acompanhada de 2 adultos! Isso significa que todas as refeições de criança são gratuitas neste restaurante!

Ou então, em Cantão, as crianças são gigantones…

Azares

Coisas que acontecem uma vez na vida (?!)…

Quantas vezes vos aconteceu deixar cair as chaves de casa no poço do elevador?

A mim aconteceu hoje! Enquanto segurava a porta do elevador, esperando a entrada da minha filha, as ditas chaves escorregam-me da mão, e foram direitinhas à frincha entre o patamar e o elevador (o famoso “Gap” do “Mind the gap” do tube londrino).

Logo hoje, que tinha saído de casa sem telemóvel, sem carteira, com intenção de levar a filha ao infantário e voltar a casa, para tratar de outros assuntos.

É por estas e por outras que tenho sempre um molho de chaves extra em casa dos meus Pais.

Freakonomics



Freakonomics - A rougue economist explores the hidden side of everything
Steven Levitt, Stephen Dubner

Tanto se escreveu sobre este livro que eu não resisti a descobrir o que ele teria para nos oferecer. Conclusão?…

Bem, o título parece ser um pouco … arrogante(?) … como é que num livrinho tão pequeno se poderá explorar o lado escondido de tudo?

Claro que não se explora o lado escondido de tudo. O autor explora um conjunto de temas, que - vamos descobrindo ao longo do livro - não lhe eram estranhos, e formula um conjunto de hipóteses explicativas de alguns fenómenos, hipóteses essas que contrariam o conhecimento comum, parecendo mesmo em alguns casos absurdas.

O livro começa bastante bem, com uma boa exploração do tema dos incentivos (o primeiro capítulo é aquele em que o autor pergunta porque é que os vendedores de casas usadas mantém em média uma casa à venda por um tempo menor aquele que teriam caso a venda fosse a da sua própria casa), que nos faz pensar um pouco sobre as motivações por detrás de certas coisas.

De resto essa parece ser a grande virtude deste livro: colocar-nos a pensar! Isso e tentar abordar a questão da correlação versus causa/efeito (lá porque existe uma elevada correlação entre 2 factos, isso não implica que eles sejam causa/efeito um do outro).

Ao longo do livro o ritmo vai abrandando, e o interesse vai lentamente diminuindo. Talvez por isso os autores não tenham avançado para um livro que explorasse o lado escondido de tudo, mas apenas alguns pormenores obscuros de algumas coisas.

Uma boa leitura, recomendada para quem gosta de se sentir desafiado nas suas crenças e sabedoria sobre o mundo à sua volta.

The Inside Man

The Inside Man (em português, “Infiltrado”)

E pronto, eis que uma das resoluções para o ano de 2006 está cumprida, pelo menos parcialmente: a ida ao cinema!

E porque é que isto é assim uma coisa tão importante que mereça uma resolução, e uma explosão de alegria pelo seu concretizar? Bem, quem tem um pequeno rebento com aproximadamente 16 meses de idade talvez compreenda. Quanto aos outros…esperem para ver ;-)

Para quem já não ia ao cinema há tanto tempo, qualquer filme teria sido motivo para chegar ao final e dizer…”Ganda filme, pah!” :)…mas acho que este é mesmo um grande filme!

O filme está cheio de pequenos pormenores que o tornam ainda mais interessante, para além da história curiosa e que nos deixa em suspenso ao longo de quase todo o filme.

Homepage de “Inside Man”

E assim sendo, já só ficam a faltar mais 2 objectivos para o ano de 2006!

Backspin FX

Experiências com o Windows Movie Maker usando o meu hobby, vôo de papagaios.