Tenho seguido uma discussão no blog do Freakonomics sobre o tema da Hipocrisia. Segundo as ideias do autor, nós temos tendência para «condenar» certas acções cometidas por estranhos, acções essas que cometidas por nós são julgadas como normais.
O autor descreve uma série de experiências para testar essa hipótese, em que leva os participantes a fazer escolhas envolvendo o próprio participante e outros indivíduos, e concluir que:
Thus, at heart, I would argue we’re designed to be fair, but left to the luxury of time and our own devices hypocrisy readily emerges.
Ou seja, se não tivermos nada que fazer, vamos passar a vida a julgar os outros de acordo com standards que não aplicamos a nós próprios (ie, a ser hipócritas). Parece-me que nada disto é propriamente uma novidade. Vejamos.
No trânsito, estamos sempre dispostos a “cair em cima” do condutor do lado se este por algum motivo faz uma manobra “menos ortodoxa”. Todos ouvimos dizer que por cá se conduz pessimamente, mas o problema reside sempre nos outros.
No trabalho, estamos sempre imunes ao erro, ou quando o cometemos é desvalorizado como um mero detalhe. Até extendemos essa tolerância aos nossos colegas mais próximos, mas quando se trata de algo de outro departamento, ou de outra pessoa com quem temos menos afinidade, ai Jesus! Cruz! Credo!
Quantos outros exemplos conseguimos identificar se pensarmos bem no assunto? É de facto assustador perceber estas tendências naturais, e em como de uma maneira ou de outra, todos acabamos por ser culpados em várias situações da nossa vida.
Para mais informação ver os links originais no blog mencionado: link e link
