Archive for Julho, 2008

Hipocrisia em estudo

Tenho seguido uma discussão no blog do Freakonomics sobre o tema da Hipocrisia. Segundo as ideias do autor, nós temos tendência para «condenar» certas acções cometidas por estranhos, acções essas que cometidas por nós são julgadas como normais.

O autor descreve uma série de experiências para testar essa hipótese, em que leva os participantes a fazer escolhas envolvendo o próprio participante e outros indivíduos, e concluir que:

Thus, at heart, I would argue we’re designed to be fair, but left to the luxury of time and our own devices hypocrisy readily emerges.

Ou seja, se não tivermos nada que fazer, vamos passar a vida a julgar os outros de acordo com standards que não aplicamos a nós próprios (ie, a ser hipócritas). Parece-me que nada disto é propriamente uma novidade. Vejamos.

No trânsito, estamos sempre dispostos a “cair em cima” do condutor do lado se este por algum motivo faz uma manobra “menos ortodoxa”. Todos ouvimos dizer que por cá se conduz pessimamente, mas o problema reside sempre nos outros.

No trabalho, estamos sempre imunes ao erro, ou quando o cometemos é desvalorizado como um mero detalhe. Até extendemos essa tolerância aos nossos colegas mais próximos, mas quando se trata de algo de outro departamento, ou de outra pessoa com quem temos menos afinidade, ai Jesus! Cruz! Credo!

Quantos outros exemplos conseguimos identificar se pensarmos bem no assunto? É de facto assustador perceber estas tendências naturais, e em como de uma maneira ou de outra, todos acabamos por ser culpados em várias situações da nossa vida.

Para mais informação ver os links originais no blog mencionado: link e link

A frase

O problema do nosso país, no fundo, é o que é descrito por esse senhor tão pouco entendido sobre estas matérias:

In a system of pure capitalism, as people’s wealth rises, the financial incentive to serve them rises. As their wealth falls, the financial incentive to serve them falls – until it becomes zero.

Dito por Bill Gates, no forum de Davos, em Janeiro deste ano (ver blog).

Dieta de engenheiro

Conteúdo recebido via email, mas não resisto em publicar a dedução brilhante:

Pelas leis da termodinâmica, todos nós sabemos que uma Caloria é a energia necessária para aquecer 1g de água de 21,5° a 22,5°C. Não é necessário ser nenhum génio para calcular que, se o ser humano beber um copo de água gelada (200ml ou 200g), aproximadamente a 0°C, necessita de 200 calorias para aquecer em cada 1°C esta água.
Para haver o equilíbrio térmico com a temperatura corporal, são necessárias então aproximadamente 7.400 calorias para que estes 200g de água alcancem os 37° C da temperatura corporal (200 g X 37°C). E, para manter esta Temperatura, o corpo usa a única fonte de energia disponível: a Gordura corporal. Ou seja, ele precisa queimar gorduras para manter a Temperatura corporal estável.
A termodinâmica não nos deixa mentir sobre esta dedução.
Assim, se uma pessoa beber um copo grande (aproximadamente 400 ml, na temperatura de 0°C) de cerveja, ela perde aproximadamente 14.800 calorias (400g x 37°C). Agora, não vamos esquecer de descontar as calorias da cerveja, aproximadamente 800 calorias para 400g. Passando a régua, tem-se que uma pessoa perde aproximadamente 14.000 calorias com a ingestão de um copo de cerveja gelado.
Obviamente quanto mais gelada for a cerveja maior será a perda destas calorias.
Como deve estar claro a todos, isto é muito mais eficaz do que, por exemplo, andar de bicicleta ou correr, nos quais são queimadas apenas 1.000 calorias por hora.
Amigos, emagrecer é muito simples, basta beber cerveja bem gelada, em grandes quantidades. A termodinâmica faz o resto.

Não sei quem é o autor desta brilhante exposição, mas suporto inteiramente a sua opinião!

A vida é bela

Em “Howl’s Moving Castle“, a certa altura o personagem “Howl” diz:

I give up, I see no point in living if I can’t be beautiful.

É um filme de animação extremamente bem feito e com uma história muito bem conseguida. Recomendo vivamente!

howl

O filme pode ser encontrado no Google Video: